Incluir ou não as crianças nos afazeres domésticos?

Muitas famílias às vezes se perguntam se poderiam incluir as crianças nos cuidados domésticos.

E a resposta é… sim!

Na minha forma de pensar essa questão, não se trataria de incluir as crianças de uma forma mecânica nas tarefas, mas de partilhar o cuidado como um valor: o cuidado à casa, a si mesmo e à família.

É muito importante para a criança compreender que o preparo das refeições (por exemplo) precisa de tempo, cuidado, dedicação e organização.

E que essa pode também ser uma linguagem afetiva na família, já que mantém vivos os processos da casa.

Além disso, participar da rotina de cuidados da casa oferece à criança o sentimento de pertencer àquela família, fortalecendo sua autoestima e autoconfiança.

Ao cuidar de algo proporcional à sua maturidade, a criança vai conseguindo exercitar a responsabilidade por aquilo com o qual ela se envolve.

Por exemplo, uma criança de 2 a 3 anos já tem maturidade para ajudar (com orientação do adulto) a guardar seus próprios brinquedos, tirar e calçar os sapatos; jogar cascas de frutas no lixo, pegar frutas na fruteira e por guardanapos na mesa.

Uma criança de 4 a 5 anos já consegue participar (com a orientação do adulto) da arrumação da cama, guardar as próprias roupas e calçados, ajudar a colocar a mesa para as refeições, organizar as meias no guarda-roupas, separar o lixo para reciclagem e regar as plantas.

Uma criança de 6 a 8 anos já consegue ajudar a lavar parte da louça, separar o lixo da casa, colocar e tirar a mesa e guardar as próprias roupas..

Uma criança de 9 a 11 anos já tem maturidade para trocar a roupa de cama, cuidar dos animais domésticos, fazer listinhas de mercado.

Uma criança/adolescente de 12 a 14 anos já tem maturidade para colocar roupas para lavar, passar pano no chão, cuidar das plantas e dos animais domésticos e preparar pequenas refeições.

Por último, é importante lembrar que participar dos cuidados da casa é uma construção, feita aos pouquinhos e com o acompanhamento dos adultos.

Com carinho,

Terapeuta Ana Payés