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Como funciona e quando procurar pela terapia?

Em muitos momentos de nossas vidas passamos por dificuldades: dores, angústias, tristezas, ansiedade aumentada, indecisões, traumas, perdas, estresse e tantas outras situações que podem trazer muito sofrimento, junto com o sentimento de estar sendo muito pesado atravessar por essa experiência sozinho.

Às vezes, recorremos a amigos ou à família, mas nem sempre essas pessoas podem nos proporcionar aquilo de que necessitamos, por mais que estejam dispostos a nos ajudar e compreender.

Quando o sofrimento e angústia se colocam de maneira prolongada para a pessoa, esse é o momento de procurar por um profissional que possa apoiá-lo nesse momento sensível.

Procurar por ajuda não é um sinal de fraqueza, como muitos poderiam pensar ainda hoje, e nem mesmo é endereçado a “pessoas loucas”, como se dizia há muitos anos atrás.

Na realidade, a terapia é um espaço de cuidado profissional para melhor lidar com as situações descritas no começo desse texto, que são bastante comuns na vida da maioria das pessoas.

A terapia pode ser um espaço de sustentação importante para se fortalecer emocionalmente e melhor lidar com as dificuldades do momento.

Na terapia, o paciente encontra um ambiente acolhedor e seguro, livre de julgamentos em que se sentirá compreendido, o que traz a sensação de alívio e abre espaço para o processo terapêutico vá se construindo.

Conforme o paciente vai contando suas histórias nesse ambiente protegido, vai se escutando e encontrando respostas para algumas inquietações, olhando algumas partes da história de outras perspectivas e enxergando melhor outras.

Como terapeuta, escutar com sensibilidade, ética e técnica é minha principal ferramenta de trabalho.

Procuro oferecer acolhimento, cuidado e escuta àqueles que buscam por ajuda profissional diante de situações de muita angústia e sofrimento, procurando se conhecer mais e melhorar a comunicação em seus relacionamentos.

A partir da história do paciente, vamos construindo juntos contextos transformacionais através do diálogo, ressignificando as narrativas trazidas e abrindo espaço para novas maneiras de se perceber, de se escutar e de agir.

Mas, de que escuta estamos falando?

Escutar é diferente de ouvir, já dizia Rubem Alves, um autor muito estimado por mim.

Enquanto ouvir é uma faculdade sensorial do corpo, escutar é algo que se faz no encontro com o outro e pressupõe certo movimento interno, abrindo espaço para que as palavras do outro nos habitem por um momento.

É algo que fazemos somente se estivermos presentes no encontro com aquela pessoa, abertos para aquilo que ela nos traz e que é desconhecido para nós.

Através da terapia, o paciente pode caminhar em seu autoconhecimento; cuidar de seu equilíbrio emocional; melhorar a comunicação nos seus relacionamentos e lidar com as mudanças da vida.  

Todos nós, e também o mundo ao nosso redor, estamos sempre nos transformando. Não somos simplesmente o bebê que éramos e não seremos, no futuro, uma cópia do que somos hoje.

E, ao longo desse percurso, as mudanças do ciclo de vida, nossas experiências, conquistas, perdas, vão trazendo – a todo momento – convites para transformações.  

Assim, a terapia vai contribuindo para o paciente ir caminhando em seu autoconhecimento: sobre quais são suas dores, quais os gatilhos para que elas “gritem”, como costuma lidar com essas situações e, assim, vai nomeando seus sentimentos e tendo mais clareza para tomar suas decisões.

Ao ir contando e recontando suas histórias com outras lentes, o paciente vai conseguindo dar outros significados para seu percurso e abrindo espaço, com mais leveza, para o momento presente do seu caminho.

Se você sentir necessidade de apoio diante de situações muito desafiadoras, peça ajuda, compartilhe com outras pessoas e considere procurar por ajuda profissional.

Conte comigo, envie uma mensagem para conversarmos melhor e cuidarmos juntos do momento em que você está.

Você não precisa passar por isso sozinho!

Com carinho,

Terapeuta Ana Payés